Uma equipa de investigadores da Universidade de Trás os Montes e Alto Douro identificou como é que a ligação entre duas moléculas serve de interruptor para a multiplicação das células ou a seu suicídio (apoptose), processos “basilares para a origem do cancro”, explicou Raquel Chaves, a coordenadora da investigação.

A descoberta, já publicada na revista científica Cellular and Molecular Life Sciences, pode vir a abrir mais um caminho para se perceber como é que as células cancerígenas são tão bem sucedidas a proliferar no organismo.
Para já, não está comprovada a associação deste “casamento” RNA-proteína com o cancro, mas sabe-se que age diretamente com processos que são “uma via extremamente importante no cancro”, conclui Daniela Ferreira, outras das investigadores do estudo.
Se assim for, existe a possibilidade de poderem contribuir para tratar a doença, no futuro. Por isso, a equipa já começou a estudar as implicações que o processo poderá ter no surgimento de um tumor.
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